Estratos são as "camadas" verticais da floresta — cada espécie de planta ocupa uma faixa de altura diferente, formando “andares” sobrepostos. Na Amazônia, essa estrutura vertical é especialmente rica e entender os estratos ajuda os implementadores a escolher espécies certas, planejar o espaçamento e montar sistemas produtivos e ecologicamente funcionais.
Tipos de estrato
Emergente:
Luz solar direta e intensa. Copa larga e irregular. As maiores e mais antigas árvores da floresta. Visíveis acima de tudo, com troncos sem galhos até grande altura. Normalmente apresentam altura acima de 35 m.
Exemplos: Castanha-do-Pará, Mogno, Samaúma, Angelim.
Dossel
Forma o "teto" da floresta. Intercepta 70–90% da luz. A maioria das frutíferas comerciais faz parte desse estrato quando adultas. Lianas e epífitas são comuns. Esse estrato é um componente de médio prazo (10–20 anos) e possui entre 20 e 35 metros de altura.
Exemplos: Cupuaçu, Andiroba, Copaíba, Freijó.
Sub-bosque
Plantas de meia-sombra, local mais úmido e fresco. Onde a maioria dos cultivos perenes do Pará prospera. Em RNA, palmeiras e arbustos jovens dominam este espaço. Constituem espécies de renda no curto e médio prazo e possuem entre 5 e 20 metros de altura.
Exemplos: Cacau, Açaí, Cupuaçu, Banana, Bacuri, Guaraná.
Herbáceo e arbustivo
É o primeiro estrato a se estabelecer e envolve cultivos de ciclo curto que geram renda imediata (mandioca, milho, feijão). Em RNA, samambaias e arbustos pioneiros indicam que a área está se recuperando. Possui entre 0 e 5 metros de altura.
Exemplos: Mandioca, Milho, Ervas, Arbustos, Samambaias
Solo e raízes
O mais invisível e o mais importante. Raízes tabulares são típicas da Amazônia. Fungos micorrízicos ajudam as plantas a absorver nutrientes do solo. Possui 0 metros de altura e é um estrato que representa o chão e abaixo do chão.
Exemplos: Raízes, fungos, minhocas
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