Visão Geral do Monitoramento, Reporte e Verificação do Fundo Flora

O Fundo Flora busca estabelecer uma nova abordagem para apoiar projetos de restauração liderados localmente, ao mesmo tempo em que define um novo padrão global para a implementação da restauração. Com o objetivo de compreender e aprender com o que acontece em campo, o WRI e seus parceiros desenvolveram métodos práticos capazes de gerar dados confiáveis, reprodutíveis e robustos, permitindo o monitoramento dos projetos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

O sistema de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV) do Fundo Flora é sustentado por dados provenientes de múltiplas fontes, incluindo relatórios de projetos, coleta de polígonos, sensoriamento remoto e monitoramento em campo. Os projetos financiados submetem relatórios semestrais por meio da plataforma TerraMatch, que são posteriormente verificados com fontes independentes — como dados de sensoriamento remoto e evidências coletadas em campo — a fim de validar a consistência e a integridade das informações reportadas.

Monitoramento, Reporte e Verificação

Monitoramento: Processo de coleta e análise de dados e informações para medir o progresso em relação aos objetivos específicos que uma iniciativa de restauração busca alcançar.

Reporte: Compartilhamento dos dados coletados pelos líderes dos projetos de restauração, por meio de relatórios de reporte do projeto, dos viveiros e das áreas de intervenção, submetidos na plataforma TerraMatch em formato padronizado a cada seis meses.

Verificação: Submissão periódica das informações reportadas a processos de revisão, análise ou avaliação independente, com o objetivo de assegurar sua consistência, integridade e confiabilidade.

As definições de termos comumente utilizados em MRV podem ser consultadas aqui: 

O Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV) é conduzido por meio da plataforma TerraMatch, utilizada para:

  1. Permitir que os responsáveis pelos projetos de restauração submetam três tipos de relatórios (relatórios de projeto, de viveiro e de áreas de intervenção); 
  2. Permitir que o WRI compartilhe os resultados consolidados de progresso com os responsáveis pelos projetos e financiadores.

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Visão geral dos indicadores

Esta seção descreve os indicadores do Fundo Flora e suas funções no acompanhamento do progresso de projetos individuais e do portfólio como um todo. Espera-se que os projetos financiados reportem esses indicadores semestralmente.

TipoCategoria do indicadorIndicadores incluídos
Biofísicos1. Restauração de árvores

1.1 Mudas produzidas

1.2 Mudas plantadas

1.3 Taxa de sobrevivência de mudas plantadas

1.4 Indivíduos regenerantes

1.5 Árvores que cresceram

2. Restauração de terras

2.1 Hectares em restauração

2.2 Percentual de área queimada

2.3 Percentual de alteração na cobertura florestal

2.4 Percentual de alteração da altura do dossel

2.5 Carbono acima do solo

Socioeconômicos3. Oportunidades de emprego

3.1 Número de cooperados/associados

3.2 Número de pessoas trabalhando no projeto

4. Benefícios do projeto

4.1 Número de membros da comunidade local diretamente beneficiados pelo projeto

4.2 Número de pessoas que recebem benefícios indiretos do Projeto

4.3 Número de pessoas beneficiadas por atividades geradoras de renda apoiadas pelos projetos

5. Envolvimento da comunidade

5.1 Percentual de projetos que adotam medidas para reduzir as barreiras sociais à participação de mulheres, jovens e comunidades tradicionais

5.2 Percentual de projetos que buscam a participação da comunidade local nas decisões do projeto

5.3 Número de projetos que aumentaram a equidade em sua estrutura organizacional (em cargos de governança/liderança)

Financeiros6. Saúde e desempenho financeiro

6.1 Execução Orçamentária e Gestão de Recursos do Portfolio

6.1.1 Porcentagem de orçamento executado

6.1.2 Porcentagem de organizações com fins lucrativos que pagam empréstimos em dia (somente empréstimo)

6.1.3 Porcentagem do financiamento pago pelos tomadores de empréstimo

6.1.4 Variação no orçamento operacional da organização

6.2 Desempenho e Desagregação da Receita (Geral e da Bioeconomia)  

6.2.1 Variação na receita

6.2.2 Número e percentual de iniciativas cuja principal fonte de renda é a bioeconomia

6.2.3 Receita por hectare

6.3 Nível de alavancagem

6.3.1 R$ em financiamento externo mobilizado para organizações financiadas

6.3.2 Número de projetos que receberam pagamento por serviços ambientais (PSA) ou serviços ecossistêmicos (PSE) para conservação ou restauração de áreas por rodada de financiamento.

6.4 Rentabilidade, Desempenho Financeiro e Geração de Caixa

6.4.1 Variação no lucro (organizações com fins lucrativos)

6.4.2 Índice de Liquidez Corrente (Organizações com fins lucrativos)

6.4.3 Margem bruta (se aplicável)

6.4.4 EBITDA - Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (se aplicável)

6.4.5 Margem líquida (se aplicável)

6.4.6 Variação Líquida de Caixa Operacional e Caixa de Investimento

7. Finanças inclusivas

7.1 Percentual do financiamento destinado a organizações inclusivas

7.2 Percentual de projetos de organizações inclusivas

8. Acesso à Mercados

8.1 Percentagem de organizações financiados com acesso a financiamento baseado no mercado

8.2 Percentual do financiamento total alocado como dívida ou patrimônio (equity)

Bioeconomia9. Bioeconomia

9.1 Número de produtos da bioeconomia cultivados na organização nos últimos seis meses

9.2 Número de certificações de qualidade obtidas para produtos da bioeconomia acessados pela iniciativa (quantidade – cadeia de valor correspondente)  

9.3 Classificação dos compradores de produtos da sociobiodiversidade produzidos pela iniciativa (quantidade – cadeia de valor correspondente)  

9.4 Número de iniciativas que vendem produtos da bioeconomia para mercados institucionais (e.g., PAA, PNAE)  

 

Indicadores Biofísicos

1. Restauração de árvores

1.1 Número de mudas produzidas: O número total de mudas cultivadas em viveiros para plantio em todos os locais e projetos. A desagregação por espécie acompanha o progresso intermediário em direção ao indicador principal. O indicador inclui espécies de indivíduos arbóreos e arbustivos nativos e deve ser reportado em caso de plantio em áreas de Sistemas Agroflorestais (SAF) ou enriquecimento em áreas de Regeneração Natural Assistida (RNA).

1.2 Número de mudas plantadas: O número total de mudas plantadas no projeto nos últimos 6 meses. Este indicador é um dos primeiros sinais do progresso do projeto e fornece uma métrica de referência usada em avaliações de taxas de sobrevivência, diversidade e composição de espécies, bem como progresso em direção aos objetivos do contrato. Aqui devem ser reportadas as espécies arbóreas ou arbustivas de mudas plantadas. Esse indicador deve ser reportado tanto para as áreas de SAF quanto em caso de plantio de enriquecimento em áreas de RNA, juntamente com o reporte do indicador “número de árvores regenerantes naturalmente”.  

1.3 Taxa de sobrevivência de mudas plantadas: Uma avaliação da existência e crescimento contínuos de mudas plantadas, avaliada pelos desenvolvedores do projeto. Estimar a taxa de sobrevivência no início do ciclo de vida do projeto pode ajudar o desenvolvedor do projeto ou a equipe do Fundo Flora a avaliar se o projeto está no caminho certo para atingir as metas de restauração esperadas e determinar se uma intervenção é necessária para atingir o tamanho, a densidade e a qualidade desejados das mudas plantadas. Esse indicador será aplicado para áreas de SAF e áreas de RNA com prática de enriquecimento com espécies nativas.

1.4 Número de indivíduos regenerantes: O indicador refere-se ao número de indivíduos regenerantes, incluindo árvores e arbustos nativos e excluindo herbáceas e qualquer tipo de espécie invasora. Pode ser aplicado a uma área aberta/degradada onde a floresta está se regenerando naturalmente e as práticas de RNA foram aplicadas, ou a áreas mais fechadas onde já existe uma floresta jovem/capoeira e as práticas de RNA foram aplicadas. Para a prática de RNA com plantio de enriquecimento, o número de árvores plantadas será reportado através do indicador 1.2 “número de mudas plantadas” e o “número de indivíduos regenerantes” na área deve ser reportado através desse indicador. Para áreas onde não estão sendo implementadas práticas de RNA, não se deve reportar esse indicador.  

1.5 Número de árvores que cresceram: O número total de árvores que cresceram e sobrevivem até o final do projeto, ajustado por sua taxa de sobrevivência e verificado por meio de visitas de campo ou da abordagem baseada em contagem de árvores via sensoriamento remoto do Fundo Flora para as áreas de SAF. Para as áreas de RNA onde mudas foram plantadas para enriquecimento, o crescimento das mudas plantadas será acompanhado por fotos. Para os indivíduos que regeneraram naturalmente em áreas de RNA, a contagem será feita através da implementação de parcelas de campo. A conta a ser feita para o indicador é “número de mudas plantadas x taxa de sobrevivência de mudas plantadas + indivíduos regenerantes”. 

 

2. Restauração de terras

2.1 Número de hectares em restauração: Área total onde as intervenções de restauração estão sendo implementadas. A área de um sistema agroflorestal ou de uma regeneração natural assistida será delimitada por um polígono, e então, a área do polígono será calculada, em hectares. Hectares em restauração fornecem informações sobre como um projeto está contribuindo para a restauração da paisagem mais ampla.

2.2 Percentual de área queimada: Porcentagem de área queimada com relação à área de intervenção do projeto. O indicador será mensurado de forma a avaliar se as práticas para evitar incêndios estão surtindo efeito nas áreas em implantação do projeto, considerando que oferecem grandes riscos de perda de cobertura florestal.  A área total queimada será estimada usando dados geoespaciais anuais de áreas queimadas via sensoriamento remoto para cada polígono e local do projeto.

2.3 Percentual de alteração na cobertura florestal: A mudança na cobertura arbórea ao longo de seis anos, fornecendo outra perspectiva para entender as contribuições para a restauração da paisagem ao longo da duração do projeto. O indicador será medido usando o dado de uso e cobertura do solo gerado via sensoriamento remoto e será realizada uma subtração entre a cobertura florestal no ano atual e seu ano anterior para calcular a porcentagem de alteração na cobertura florestal.

2.4 Percentual de alteração na altura do dossel: O indicador está relacionado à estimativa de altura do dossel das árvores nas áreas de intervenção do projeto. O indicador será medido com o objetivo de mensurar ganhos em termos estruturais da vegetação, para além da densidade de árvores que estão crescendo. É essencial quantificar ganhos relacionados a esse indicador para que posteriormente, o ganho de altura seja convertido em biomassa e biomassa seja convertida em carbono.  

2.5 Carbono acima do solo: O indicador está relacionado à estimativa de carbono acima do solo (em toneladas por hectare) nas áreas de intervenção do projeto. O indicador será medido com o objetivo de mensurar ganhos em termos de carbono, para além da densidade de árvores que estão crescendo. É essencial avaliar quantitativamente o sucesso das ações implementadas e o retorno ecológico e climático associado. O indicador de altura de dossel será utilizado como base para a conversão para carbono.

 

Indicadores Socioeconômicos

3. Oportunidades de emprego

3.1 Número de cooperados/associados (somente A/C): Número de membros ou associados da cooperativa (aplicável apenas a associações e cooperativas). Este indicador fornece informação sobre a evolução do número de membros ou cooperativas ao longo do tempo, permitindo avaliar se a organização (associação ou cooperativa) conseguiu expandir a sua base de membros durante a vigência do projeto. Também contribui para a análise do nível de engajamento e fortalecimento institucional da organização participante.

3.2 Número de pessoas trabalhando no projeto: Número de funcionários que trabalham em projetos do Fundo Flora. Aqui são consideradas todas as pessoas que trabalham no projeto com ou sem carteira assinada. Este indicador fornece informações sobre a contribuição do projeto para os resultados socioeconômicos na região.

4. Benefícios do projeto

4.1 Número de membros da comunidade local diretamente beneficiados pelo projeto: Pessoas da comunidade local que receberam benefícios diretos por meio das ações do projeto, como apoio com insumos e estrutura de restauração, treinamento, qualificação ou assistência técnica/financeira individual.

4.2 Número de pessoas que recebem benefícios indiretos do projeto: Pessoas que, embora não estejam diretamente envolvidas nas atividades do projeto (como plantio, manejo ou monitoramento), recebem benefícios da cadeia de restauração, como uso comunitário de recursos, prestação de serviços ou fornecimento de insumos relacionados ao projeto.

4.3 Número de pessoas beneficiadas por atividades geradoras de renda apoiadas pelos projetos: Quantidade de pessoas diretamente envolvidas em atividades que geram renda apoiadas pelos projetos para as comunidades locais. Consideram-se atividades como produção agrícola, agroflorestal, pecuária, apicultura, aquicultura, produção de mudas, sementes e insumos relacionados à restauração ambiental.

 

5. Envolvimento da comunidade

5.1 Percentual de projetos que adotam medidas para reduzir as barreiras sociais à participação de mulheres, jovens e comunidades tradicionais: Considere este indicador além das atividades do projeto. Esse indicador mede a proporção de projetos que implementam ações intencionais para promover a participação ativa e qualificada de mulheres, jovens e comunidades tradicionais nas atividades do projeto, nos processos decisórios e no acesso a benefícios e oportunidades.

5.2 Percentual de projetos que buscam a participação da comunidade local nas decisões do projeto: Mede a proporção de projetos que adotam práticas de escuta ativa, diálogo e participação direta da comunidade local nos processos de tomada de decisão relacionados ao planejamento, execução e monitoramento das atividades do projeto.

5.3 Número de projetos que aumentaram a equidade de gênero em sua estrutura organizacional (em cargos de governança/liderança): Mede o número de projetos que apresentaram avanços na participação feminina em cargos de liderança, coordenação e tomada de decisão ao longo do tempo. Considera-se aumento da participação qualquer crescimento proporcional ou absoluto no número de mulheres em comparação ao início do projeto.

 

Indicadores financeiros

6. Saúde e desempenho financeiro

6.1 Execução Orçamentária e Gestão de Recursos do Portfolio 

6.1.1 Percentagem do orçamento executado (todas as organizações): Porcentagem do orçamento aprovado para as organizações que foi realmente gasto durante o período do relatório. Este indicador monitora a gestão financeira, a capacidade de absorção de recursos, o progresso da implementação e quaisquer lacunas operacionais. É fundamental avaliar a saúde financeira e a responsabilidade na execução dos recursos, permitindo comparações entre os gastos e o progresso das metas de impacto. Uma percentagem muito baixa pode indicar atrasos ou subexecução; Um percentual muito alto com antecedência pode indicar sobrecarga ou falha no planejamento orçamentário.

6.1.2 Porcentagem de organizações com fins lucrativos que pagam empréstimos em dia (somente para organizações que receberam empréstimo): Percentagem de empresas apoiadas que atualizaram integralmente os pagamentos de empréstimos no período de referência. Este indicador rastreia até que ponto cada mutuário está em dia com o pagamento de seus empréstimos, sinaliza às empresas que estão em atraso para tomar medidas corretivas e, se tiverem pagamentos em dia, ajuda a determinar quais empresas são elegíveis para reinvestimento e reduções em sua taxa de juros efetiva.

6.1.3 Porcentagem do financiamento pago pelos tomadores de empréstimo (somente para organizações que receberam empréstimo): Percentual do valor total do financiamento recebido que já foi pago pelas organizações tomadoras de empréstimo, em reais, até a data de referência. Este indicador ajuda a avaliar a saúde financeira de cada investimento. Também ajuda a equipe a determinar quanto financiamento pode ser reciclado para novas rodadas de financiamento.

6.1.4 Variação no orçamento operacional da organização: Percentual de variação do orçamento operacional anual total de uma organização ao longo do período de implementação do projeto apoiado pelo Fundo Flora. Este indicador permite acompanhar tendências de captação de recursos e avaliar o potencial de expansão ou contração das organizações, servindo como métrica de sustentabilidade institucional e de gestão financeira. Também auxilia as equipes de projeto no planejamento de longo prazo e na identificação de riscos de fragilidade financeira.

6.2 Desempenho e Desagregação da Receita (Geral e da Bioeconomia) 

6.2.1 Variação na receita (todas as organizações): A diferença, em valor absoluto e percentual, entre a receita auferida no período atual e a receita no período anterior. É um indicador importante da saúde do negócio e para o cálculo da lucratividade líquida. O monitoramento permite que os gestores e o Fundo Flora identifiquem tendências de crescimento ou contração e avaliem o potencial de investimentos adicionais, podendo avaliar o peso econômico de cada atividades na receita total, com base no volume financeiro movimentado com o apoio do projeto.

6.2.2 Número e percentual de iniciativas cuja principal fonte de renda é a bioeconomia: Indicador derivado do número total de projetos cujo valor absoluto da receita é maior do que 50% gerado por atividades relacionadas à bioeconomia. Indicador derivado das informações do indicador 6.2.1.

6.2.3 Receita por hectare (associado a bioeconomia): Este indicador mede a contribuição dos investimentos em cadeias de bioeconomia para a restauração ecológica, expressando a relação entre os recursos financeiros mobilizados por meio de atividades de bioeconomia e a área associada a esses investimentos. O objetivo é avaliar como a dinamização econômica gerada por modelos produtivos sustentáveis contribui para a recuperação de ecossistemas, a manutenção da floresta em pé e a consolidação de paisagens restauradas ao longo do tempo.

6.3 Nível de alavancagem 

6.3.1 R$ de financiamento externo mobilizado para organizações financiadas (todas as organizações): Este indicador mede o montante total e número de investimentos adicionais não provenientes do Fundo Flora que foram mobilizados desde a assinatura do contrato por cada organização financiada. Inclui subvenções, empréstimos, participação no capital (equity), cofinanciamento de intervenientes públicos ou privados, excluindo receitas internas.  

6.3.2 Número de projetos que receberam pagamento por serviços ambientais (PSA) ou serviços ecossistêmicos (PSE) para conservação ou restauração de áreas por rodada de financiamento: Número de projetos que acessaram recursos financeiros via instrumentos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) ou Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PSE), seja por meio de programas públicos (federais, estaduais ou municipais) ou contratos com a iniciativa privada, visando à conservação ou restauração ambiental.  

6.4 Rentabilidade, Desempenho Financeiro e Geração de Caixa 

6.4.1 Variação no lucro (Organizações com fins lucrativos): A diferença, em valor absoluto e percentual, entre o lucro auferido no período corrente e o lucro do período anterior, após dedução de todas as despesas operacionais, juros, impostos e outros custos. Este indicador é usado para avaliar a sustentabilidade financeira e a capacidade de gerar caixa líquido, auxiliando nas decisões de reinvestimento e gerenciamento de risco.

6.4.2 Índice de Liquidez Corrente (Organizações com fins lucrativos): O indicador mede a liquidez de curto prazo de uma empresa, comparando o total de ativos circulantes com o total de passivos circulantes. Ele mostra a capacidade da empresa de honrar suas obrigações de curto prazo, oferecendo informações importantes sobre a saúde financeira e a solvência imediata da organização.

6.4.3 Margem bruta (se aplicável): Percentual da receita total que resta após a dedução dos custos diretos de produção, indicando eficiência operacional antes das despesas administrativas, impostos e outros custos indiretos.

6.4.4 EBITDA - Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (se aplicável): Uma medida de desempenho operacional que mostra a capacidade de gerar caixa antes das deduções financeiras, fiscais e contábeis. Ele permite que você avalie o desempenho operacional comparável entre diferentes projetos.

6.4.5 Margem líquida (se aplicável): A porcentagem da receita total que é convertida em lucro líquido após todos os custos, incluindo despesas operacionais, juros e impostos. É a principal forma de avaliar a lucratividade líquida de um negócio.

6.4.6 Variação Líquida de Caixa Operacional e Caixa de Investimento: Indicador que mede a variação líquida do caixa gerado ou consumido pelas atividades operacionais e de investimento da organização ao longo do período de referência. Permite avaliar a capacidade do negócio de gerar caixa a partir de suas operações e identificar investimentos realizados em ativos produtivos, como aquisição de máquinas, tratores, equipamentos, viveiros ou infraestrutura produtiva.

 

7. Finanças inclusivas

7.1 Percentual do financiamento destinado a organizações inclusivas: Percentual do orçamento total dos projetos alocado a organizações inclusivas, entendidas como aquelas lideradas por grupos historicamente sub-representados ou que atuam diretamente em contextos locais e comunitários. O indicador mede o progresso na promoção da equidade, inclusão e justiça social por meio da destinação de recursos financeiros.

7.2 Percentual de projetos de organizações inclusivas: Percentual do orçamento total dos projetos alocado a organizações inclusivas, entendidas como aquelas lideradas por grupos historicamente sub-representados ou que atuam diretamente em contextos locais e comunitários. O indicador mede o progresso na promoção da equidade, inclusão e justiça social por meio da destinação de recursos financeiros.

 

8. Acesso à Mercados

8.1 Percentagem de organizações financiados com acesso a financiamento baseado no mercado: A porcentagem de organizações que recebem investimentos na forma de dívida ou patrimônio líquido (equity) em relação ao portfólio total. Como muitos esforços atuais de restauração são quase inteiramente apoiados por financiamento filantrópico, eles não são autossustentáveis sem financiamento externo baseado em doações. Ao medir o percentual de projetos que obtêm investimentos reembolsáveis (dívida ou equity), pode estimar a sustentabilidade de longo prazo do portfólio e calcular o potencial de retorno financeiro (ROI) ou de reciclagem de capital (recyclable funding).

 

8.2 Percentual do financiamento total alocado como dívida ou patrimônio (equity): Percentual do financiamento total mobilizado proveniente de mecanismos de mercado (dívida ou investimentos em equity) em relação ao financiamento total recebido. Semelhante ao 9.1, este indicador analisa o montante de financiamento mobilizado em ambas as rodadas de financiamento para avaliar quanto financiamento é baseado no mercado em comparação com as doações não reembolsáveis. O acesso a financiamento baseado em mercado é usado como proxy de sustentabilidade financeira, tanto no nível das organizações quanto no da economia da restauração em geral. Quanto maior a proporção de capital de mercado (vs. doações), mais autossustentável e resiliente tende a ser o ecossistema de restauração.

 

Indicadores de Bioeconomia

9. Bioeconomia

9.1 Número de produtos da bioeconomia cultivados na organização nos últimos seis meses: Este indicador avalia a quantidade de produtos da bioeconomia produzidos pela organização. Também permite analisar a evolução da agregação de valor, distinguindo entre produtos beneficiados e não beneficiados, bem como sua inserção em mercados.

9.2 Número de certificações de qualidade obtidas para produtos da bioeconomia acessados pela iniciativa (quantidade – cadeia de valor correspondente): O acesso a certificações de qualidade é fundamental para ampliar o acesso dos produtores a mercados. Essa é uma forma de acompanhar a inserção das organizações nos mercados e capturar o potencial de estruturação das atividades comerciais associadas à bioeconomia.

9.3 Classificação dos compradores de produtos da sociobiodiversidade produzidos pela iniciativa (quantidade – cadeia de valor correspondente): É relevante compreender o perfil dos compradores dos produtos da organização para acompanhar a evolução dos canais de escoamento da produção. Espera-se que ao longo do tempo as organizações possam comercializar suas produções com mercados institucionais, entidades públicas e o setor privado.

9.4 Número de iniciativas que vendem produtos da bioeconomia para mercados institucionais (e.g., PAA, PNAE): Número de iniciativas que vendem gêneros da sociobiodiversidade para mercados institucionais. Espera-se aferir a penetração das iniciativas nesses mercados locais já consolidados e acompanhar a expansão da demanda.

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